Achei
sugestivo um texto que tive a oportunidade de ler, com este tema:
Como ir à missa e não perder a fé, a autora do texto começa sua
reflexão nos chamando atenção para o fato de estar havendo na Igreja
um enfraquecimento da fé e uma diminuição do número de fiéis, nas
nossas celebrações litúrgicas.
Esta
diminuição da participação dos fieis na Igreja, estaria relacionado
segundo a autora, aos abusos litúrgicos e às missas ruins, ou seja,
as missas que traem o verdadeiro sentido da liturgia, que deverá ter
como centro Jesus Cristo e o mistério pascal, muitas vezes nas
nossas celebrações Deus não ocupa o centro e sim o homem, com a
“bagagem” de suas perguntas existenciais, participamos, às vezes, de
celebrações
eucarísticas
onde fica a desejar um maior aprofundamento, do mistério que estamos
celebrando.
Toda
missa deveria nos levar a mergulhar no mistério que è Deus, a fazer
aqui na terra uma experiência do que será na eternidade. Na relação
com a Liturgia se decide o destino da fé e da Igreja (cf. Teologia
da liturgia, Ratzinger). A liturgia é sagrada, e deve remeter cada
fiel as realidades sagradas, o culto e a reverência deverá ser feito
a Deus e não ao homem, da adoração a Deus se passa a um círculo que
gira em torno de si mesmo.
Sendo
assim todos se sentem no direito de ensinar e praticar uma
“liturgia”, de acordo com seu modo de pensar não obedecendo às
orientações da Igreja, que tem como guia o Papa, que zela e valoriza
a liturgia na Igreja como um momento de encontro com Cristo na sua
entrega total ao Pai pela nossa salvação. A nós como Igreja cabe
obedecer as orientações do Santo Padre o Papa e fazer de nossas
celebrações litúrgicas um verdadeiro momento de adoração e
reverencia a Deus que “vem a nós todos os dias no mistério da
eucaristia”, através
das mãos do sacerdote “ (São Francisco de Assis) e se deixa
desvendar em seu mistério profundo de amor se dando a nós como
alimento.
Continuemos sim a irmos à missa, mas sem perder a nossa fé, pois o
nosso fundamento é Jesus Cristo rocha firme.