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Há poucos
dias fui surpreendido por um convite feito por uma grande
emissora de televisão, que a partir de uma matéria publica
na revista VEJA, gostaria de constatar os dados estatísticos
apresentados. A matéria apresentou o religioso como o
“profissional” com o maior nível de stress. Para confirmar
tal dado, a repórter procurou-me pedindo que falasse um
pouco do ser padre, da rotina de atividades que
acompanha a vida sacerdotal. Ficou um pouco admirada quando
disse-lhe que ser padre é mais que um profissão, é um estado
de vida. Talvez seja por isso que quando uma profissão exige
um alto grau de comprometimento as pessoas logo dizem: “Isto
é um sacerdócio”.
Sacerdócio
então tornou-se sinônimo de entrega, de comprometimento
total, dedicação plena. Eu particularmente vejo que o “ser
padre” tem assumido dimensões cada vez maiores. Além da
rotina de confissões, atendimentos, celebrações e
administração dos sacramentos, sou professor.
Tenho ainda
um programa de rádio e estou desenvolvendo um trabalho
novo que aprimora ainda mais a minha missão através da
música. Tenho hoje uma acentuada rotina de eventos para
divulgar o CD “Viverás em Mim” que tem sido uma expressão de
grande alegria no meu sacerdócio. Por isso eu iria um pouco
mais a fundo na questão. O que faz um coração sacerdotal,
uma vida consagrada, na sua essência é um apaixonar-se a
cada dia pelo ideal de Jesus Cristo. É segui-lo mais de
perto, numa dedicação mais exclusiva. É o homem que assume a
inquietude do coração de Cristo na propagação do Reino.
O sacerdócio
vem através de gerações, aperfeiçoando métodos, estratégias
e linguagem, numa ousada missão: atualizar a força do
anúncio do Evangelho para os novos/nossos tempos. Concluo
afirmando que o padre no serviço à comunidade, nas dimensões
social e espiritual, quer unicamente ser o rosto do seu
Mestre-Jesus, que o vocacionou e inspirou a esta missão.
A vocação
sacerdotal é um dom precioso do Cristo Pastor ao coração da
sua Igreja. Ela “imita mais de perto e perpetuamente a forma
de vida que o Filho de Deus assumiu ao entrar no mundo, para
cumprir a vontade do Pai. E por Ele estendida aos discípulos
que o seguiam” LG 44.
“O Senhor é
a força do seu povo, uma fortaleza de salvação para o que
lhe é consagrado” Sl 27,8.
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