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Nascendo um
dia em Assis há 800 anos, O Sol ouviu um Cântico de
emoção. O Grande Astro brilhou com mais vontade desde
que Francisco o chamou de irmão.
O Sol da
Justiça que afugenta as trevas, representante do Cristo
que ressurge registra o menor sinal de vida
ressuscitada;
Está vindo
alguém que somente quer servir, ser súdito de toda
humana criatura. Regra inaudita, viver o Evangelho.
A natureza
do Sol é irradiar.
Em questão
de um dia ilumina todo o globo com os raios desta
novidade,
Sem
respeitar o mapa do mundo conhecido.
Ele conhece
o Caribe desde sempre e antes de Colombo visita a
América Latina todo dia.
Com o
mensageiro, o Continente dá um salto de alegria.
E o chão se
veste com o verde da Esperança. Lá onde o Norte e o Sul
se tocam, a ponto de perder a unidade, o Divino celebra
o Santo Domingo, pairando sobre águas perigosas. O
hemisfério verde se ergue como pombo, beijando o
diferente, espalhando Esperança;
O Tau que o
Santo enviava, assinando suas cartas, Já estava inscrito
neste chão antes da “descoberta”.
É o sinal
dos eleitos que não podem ser ceifados, que são
assinalados para escapar no dia da grande ira, aqueles
que ”gemem e choram com as abominações”. Conforme disse
o Profeta. Ez 9,4.
Um resto
sobrou depois da tempestade e plantou nova vida com
verde carregado. Mas, onde se encontra este chão?
É a terra
do vir-a-ser que se contrói na consciência profunda
daqueles que sentem o sofrimento da Criação
E das dores
fazem nascer um povo consciente que vive o Espírito de
Assis e aceita sua regra.
Não faltam
aqueles que ao pombo arrancam suas penas
Mas a
América da Esperança acredita num futuro de feridas
cicatrizadas e de relações restabelecidas.
Sobre águas
caribenhas vem pairar o Espírito Criador.
Eis que
faço coisas novas. Não o percebeis ainda. Is 43,19
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