|
A espiritualidade de São Francisco
tem seu cerne no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
É uma volta ao Evangelho, uma
adesão total ao Cristo da revelação, especialmente
naqueles aspectos que exprimem com mais intensidade o
verdadeiro significado da encarnação: o aniquilamento e
a humildade de Cristo.
Para
refletirmos a espiritualidade de São Francisco, se faz
necessário buscarmos conhecer as suas qualidades
humanas, aquela que, no processo de busca e de conversão
para o Cristo, foram aprimoradas pela graça de Deus.
Francisco era homem de uma inteligência transformadora,
realizadora, intuitiva, possuía um coração generoso,
livre, delicado. No seu agir, prevalecia seu
temperamento ativo, concreto, afetivo, sensível e
poético. Tudo isto é o ser de Francisco tudo foi
orientado e robustecido por uma idéia que tomou conta
dele com força divina: voltar ao evangelho. A
simplicidade e a sensibilidade de Francisco explicam
suas devoções características: para com Jesus no
presépio, na Eucaristia e principalmente para com Jesus
Crucificado. A sensibilidade de Francisco contempla a
sensibilidade de Deus em Jesus Cristo.
São
Francisco abriu-se à graça iluminadora e reveladora e
colocou como a pauta de sua vida o evangelho, o qual é
para ele expressão concreta e segura da vontade de Deus,
é a própria substância da sua vida e dos seus
seguidores.
A
espiritualidade de Francisco, é portanto, um caminhar
constante na identificação com Cristo. Esta
identificação de Francisco com Cristo, é que estabelece
sua comunhão com o mundo dos pobres, colocando se a
serviço deles: “amava sempre os pobres e
mostrava-se Pai de todos os mendigos” ( Tomás de Celano).
Tinha grande predileção para com “os pequeninos”
incluindo neste termo, todas as misérias do homem, tanto
a do pobre como a do doente, do desiludido, do
desventurado, do infeliz aos quais desejava levar, além
dos cuidados materiais e do conforto físico, a grandeza
do dom de Deus. Francisco entra no meio dos homens de
tal maneira que nenhum homem, nem mesmo o mais
insignificante, lhe passa despercebido.
Francisco, num movimento incessante, unifica tudo em
Deus, vai de Deus aos homens e dos homens a Deus.
Francisco de Assis amava todos os homens em Deus e cada
homem por si mesmo e em si mesmo.
|