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São
Pedro de Alcântara é o herói da penitência e da
Contemplação do amor de Deus. O homem todo oração e
amante do silêncio, É a humildade em pessoa, vive
profundamente a pobreza ensinada pelo evangelho, a
exemplo do Pai São Francisco. Contudo não é um santo
alienado em Deus, mas, pelo contrário, a prática da
caridade e do serviço fraterno aos irmãos, com especial
predileção nos pequenos, é parte integrante da sua vida,
de sua intimidade com Deus.
São
Pedro de Alcântara alimenta sua vida interior com
momentos prolongados em êxtase com o Mestre, contínuo
jejum, penitências diversas, dentro do contexto da
época: uso de cilício, disciplinas, dormir apenas duas
horas por noite e mal acomodado em sua cela tão pequena
que não lhe permitia sequer deitar-se.
Sua
humildade conquista todos os corações. Frei Pedro
trabalha junto com os operários na construção dos muros
do convento, carrega pedras, trabalha na faxina. Pede
aos benfeitores que diminuam as esmolas, pois no
Espírito do “Pobrezinho” quer que o sustento do convento
provenha do trabalho dos frades: pratica a mesma ternura
do seráfico Pai pelos irmãos esmoleres corre-lhes ao
encontro, beija-lhes os ombros, ajuda-os a depor a carga
e leva-lhes os pés. Como guardião, sabe dosar a
reprimenda com suavidade, a ponto de ninguém revoltar-se
nem se melindrar.
O
modo de ser e de viver de São Pedro de Alcântara
movimenta as consciências das elites e do povo simples.
Ele busca o silêncio, a solidão, mas o seu deserto está
povoado de pessoas que com ele procuram a conversão e a
salvação.
Como
Provincial, Frei Pedro entregou-se aos ofícios humildes,
dedicou-se com carinho aos irmãos leigos. Cuidou dos
doentes e adotou como lema de sua vida o pensamento de
São Pascoal Bailón: “é preciso ter para com Deus um
coração de menino, para com o próximo um coração de mãe,
e para consigo mesmo um coração de juiz.”
A
espiritualidade de São Pedro de Alcântara era de uma
profundidade tão grande, que sem interromper a
contemplação dedicava-se aos seus deveres de estado.
Acima de todos os êxtases ele colocava as obras de
misericórdias, o servir Cristo na pessoa dos pobres.
Portanto percebemos mais uma vez, que a espiritualidade
é verdadeira e coerente quando produz vida em nós e
através de nós, em nossos irmãos. Oração é vida, é amar
a Deus, é amar o irmão.
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